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Tags:  Bairro Valéria Perillo, Distribuidora de Bebidas, flagrante, PM, Policial militar, Preso, roubo, Senador Canedo

PM preso após roubar em Senador Canedo

Ação envolveu ainda outros três homens, um deles, irmão do policial. Segundo Corregedoria da PM e Polícia Civil, militar já possuía a ficha suja

sexta-feira, 30 de agosto de 2013 | Por: Murillo Cintra

Hugo Oliveira

 

Detido no Presídio Militar da PM, Marcos Paulo é suspeito ainda de outros crimes: “Perigoso”

Detido no Presídio Militar da PM, Marcos Paulo é suspeito ainda de outros crimes: “Perigoso” Crédito: Reprodução/TV Record

O policial militar Marcos Paulo de Oliveira, 37 anos, foi preso em flagrante às 20 horas de quarta-feira (28), em Senador Canedo (região metropolitana), após roubar em uma distribuidora de bebidas no Bairro Valéria Perillo, na entrada da cidade, junto com o irmão Reinaldo Oliveira e outras duas pessoas, agora foragidas. Identificando-se como policial, Oliveira invadiu o estabelecimento comercial, agredindo o proprietário, cujo nome não foi revelado, e roubou R$ 3 mil, um vídeogame Playstation 2 e um relógio de pulso. Depois do crime, Oliveira foi identificado em um carro, acompanhado pelo irmão e comparsa, momento em que foram presos possuindo um Playstation 2, uma pistola 380 e um pente de munições com 12 balas. Os outros comparsas ainda não foram localizados.

Em razão de terem sido identificados pela vítima, e pela posse da arma e munição, os irmãos foram autuados em flagrante por posse ilegal de armas e pelo roubo, de acordo com o artigo 157 do Código Penal Comum. Por ser militar, Oliveira foi levado para o Presídio Militar, localizado no 1° Batalhão da Polícia Militar, no Setor Marista. Segundo o corregedor da corporação, coronel Lourival Camargo, o PM pode ser considerado “uma pessoa perigosa” e responde atualmente a vários processos na corporação.

Coleção de processos

Na Corregedoria da PM, constam processos contra Oliveira. Um deles, no Conselho de Ética, por extorsão, além de um inquérito policial militar, por irregularidades em provas apresentadas em processo administrativo. E, ainda, outras quatro sindicâncias, por extravio de munição e irregularidades diversas. “Podem ter havido outros processos contra ele, mas que não renderam provas. Com certeza, ele é um indivíduo que já estava a ponto de ser expulso da PM, mesmo antes de realizar esse crime em Senador Canedo”, observa Camargo.

Conforme explica o delegado-titular da Delegacia Regional da Polícia Civil de Senador Canedo, Emerson Morais, após a prisão de Oliveira, outras quatro denúncias envolvendo o PM foram feitas na delegacia. “Pessoas apontaram Marcos como o principal suspeito de crimes como receptação de materiais e equipamentos de construção, roubo em comércio, homicídio e extorsão”, assegura o delegado.

O militar seria conhecido e temido no Bairro Valéria Perillo, região onde ele supostamente costumava praticar crimes. “Ele se identifica como policial, o que faz com que as pessoas confiem nele. Mas, após esse voto de confiança, o policial atua como bandido, como aconteceu nesse último caso aqui em Senador Canedo”, diz Morais. A Corregedoria da PM esclarece que mantinha contato com a Polícia Civil da cidade, para reunir provas contra o policial militar, quando o mesmo foi preso. “Parece que, desta vez, conseguimos provas suficientes. Mas pode ser que, com essa primeira denúncia, outras possam surgir”, acredita o corregedor.

“Ele se perdeu na criminalidade”, diz corregedor

Apesar das diversas denúncias e processos contra o policial militar, a ficha de Marcos Paulo de Oliveira possui 28 elogios referentes a prisões realizadas entre 1996, quando ingressou na PM, e 2012. Segundo o corregedor, tudo indica que o PM já foi um bom policial, mas que se perdeu na criminalidade. “Em determinado ponto, ele desandou e, por isso, esse roubo de quarta-feira não nos surpreendeu”, afirma.

Assalto

Segundo o corregedor, na noite de quarta-feira (28), Oliveira, acompanhado pelo irmão e outros dois comparsas, teria invadido uma distribuidora de bebidas na cidade. Na oportunidade, o policial agrediu o proprietário do estabelecimento com socos e coronhadas. Munidos com duas pistolas (calibres ponto 40 e 380), os bandidos levaram R$ 3 mil, um vídeogame, e um relógio. “A vítima conhecia ele e só abriu o portão porque Marcos teria se identificado como policial”, explica Camargo.

Apesar de ter apanhado da quadrilha, o proprietário da loja continuava sendo questionado sobre uma possível arma. Segundo explica Camargo, esse era o principal objetivo do grupo, que, ao não conseguir, roubou dinheiro e outros bens. Depois de entregar tudo o que os bandidos exigiram, a vítima, com medo de ser morta, reagiu, fugindo do estabelecimento e pedindo socorro aos vizinhos do bairro, momento em que o grupo se dispersou.